A chave do processo, conforme o professor Harold Kung, que liderou o estudo, é a velocidade do movimento dos íons posicionados entre as camadas de grafeno, que está diretamente relacionada à rapidez do carregamento. Os pesquisadores, então, colocaram milhões de pequenos buracos de 20 nanômetros dentro dessas camadas, fornecendo uma espécie de atalho para os íons chegarem mais rapidamente ao próximo nível. Como resultado, as baterias “turbinadas” conseguiram sair do zero para a carga máxima em apenas 15 minutos.
Para aumentar a autonomia, os estudiosos inseriram pequenos aglomerados de silício entre cada porção de grafeno, aumentando a quantidade de íons de lítio que podem ser armazenados na bateria. Como eles são muito pequenos e o grafeno é flexível, foi possível usar essa técnica para aumentar a autonomia ao ponto de durar mais de uma semana.
Um problema é o rápido processo de degradação: após 150 cargas e descargas, as baterias sofreram uma queda de 50% nos aprimoramentos introduzidos, tanto no tempo de carga quanto na autonomia. Algo que pode ser arrumado até a chegada da tecnologia ao mercado já que, conforme os estudiosos, isso só deve acontecer dentro de três a cinco anos.
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